Chuva de meteoros Delta Aquarídeos do Sul – 30 de julho de 2017

Chuva de meteoros Delta Aquarídeos do Sul – 30 de julho de 2017

Da noite de 29 para a madrugada de 30 de julho de 2017 ocorrerá o máximo da chuva de meteoros Delta Aquarídeos do Sul, a qual apresenta melhor visibilidade para aqueles localizados no Hemisfério Sul.

Radiante da Chuva de Meteoros Delta Aquarídeos localizado na constelação de Aquário - visível a partir da meia-noite de 30 de julho de 2017 (data auge do fenômeno).
Radiante da Chuva de Meteoros Delta Aquarídeos localizado na constelação de Aquário – visível a partir da meia-noite de 30 de julho de 2017 (data auge do fenômeno).

A chuva de meteoros Delta Aquarídeos do Sul é evento astronômico anual melhor visível para os observadores do Hemisfério Sul e aqueles que estão nas regiões mais meridionais (ao sul) do Hemisfério Norte. Recebe esse nome pois os meteoros parecem surgir da estrela Delta Aquarii ou Skat, pertencente à constelação de Aquário. Sendo nessa constelação, localizado o radiante, pelo qual nota-se de onde parecem partir os meteoros.

Os meteoros dessa chuva apresentam significativa velocidade, sendo assim, são considerados rápidos chegando a 42 km por segundo! Os Delta Aquarídeos do Sul são originários do Cometa 96P/Machholz (ainda sob confirmação).

Representação demonstrativa de um meteoro brilhante.
Representação demonstrativa de um meteoro brilhante.

Os Delta Aquarídeos do Sul podem ser vistos durante a madrugada de 30 de julho (data auge do evento), nas redondezas da constelação de Aquário, entre a meia-noite e o amanhecer (30/07). Entretanto, há um “melhor horário” o qual é centrado em torno das 2h da manhã dessa mesma data para todos os fusos horários ao redor do mundo.

A taxa horária zenital – THZ desse fenômeno pode chegar a 16 meteoros por hora, oscilando positivamente até 20 meteoros por hora. Esse valor estimado (THZ) se refere a taxa de meteoros por hora visíveis no zênite – ponto no céu exatamente acima do observador.
Como a Lua estará próxima da fase Quarto Crescente, e irá se pôr ainda à noite de 29/07, nosso satélite natural não interferirá durante a madrugada. Isso significa que teremos um céu mais escuro, sem a claridade do reflexo do luar na atmosfera.

As orientações básicas para observar os Delta Aquarídeos do Sul, ou qualquer outra chuva de meteoros, é estar num local escuro e preferencialmente afastado das luzes artificias de centros urbanos. Assim, evita-se o ofuscamento causado pela poluição luminosa (PL), a qual dificulta a observação dos meteoros.
Também é importante saber em que fase estará a Lua, pois o luar atrapalhará muito a visualização dos meteoros. Principalmente se nosso satélite natural estiver nas fases: Crescente Gibosa (quase cheia); Cheia ou Gibosa Minguante (algumas noites após a fase cheia).

Personagens Calvin e Haroldo (de Bill Watterson) contemplando meteoros. É possível observar alguns meteoros no céu a partir de um local longe da poluição luminosa.
Personagens Calvin e Haroldo (de Bill Watterson) contemplando meteoros. É possível observar alguns meteoros no céu a partir de um local longe da poluição luminosa.

Utilizar alguma carta celeste para referência, bloco de anotações ou dispositivo digital, também podem auxiliar na observação a fim de obter registros, como por exemplo, anotar os horários e número de meteoros observados.



Conceitos:

Chuvas de meteoros acontecem quando a Terra – ao realizar sua órbita em torno do Sol – passa pelo rastro de detritos deixados por um cometa, ou muito raramente por um asteroide. Curiosamente, todos os dias a atmosfera da Terra recebe toneladas de partículas de matéria interplanetária, entretanto, essas partículas não oferecem nenhum risco ao nosso Planeta ou por quem nele habita.

Representação de uma chuva de meteoros - a Terra passa por uma trilha de detritos deixado por algum cometa.
Representação de uma chuva de meteoros – a Terra passa por uma trilha de detritos deixado por algum cometa.

Os meteoros são partículas as quais chocam-se com a atmosfera suficientemente brilhantes e visíveis no céu. Os meteoros são oriundos dos meteoroides, que são corpos sólidos os quais se movem no espaço interplanetário de tamanho consideravelmente menor que um asteroide e consideravelmente maior do que um átomo ou molécula.

O termo radiante é explicado pela perspectiva ao ver uma chuva de meteoros, pela qual nota-se a origem de onde os meteoros parecem partir. Como a própria palavra sugere, os meteoros parecem “irradiar” paralelamente de um ponto central do céu.

A denominação de uma chuva de meteoros está associada justamente ao radiante de onde “surgem” ou parecem ser vistos os meteoros. Sendo assim,  as Orionídeas, Perseidas ou Geminídeas estão associadas, respectivamente, às constelações de Órion, Perseu e Gêmeos.

Animação interativa abaixo demonstra quando a Terra atravessa a nuvem de poeira deixada pelo Cometa 96P/Machholz:
Autoria e crédito: Ian Webster

O professor James Solon, coordenador do Grupo de Astronomia de Pernambuco, participará da live promovida pela página Universo da Astronomia.
Participe da live transmitida ao vivo a partir do convite abaixo!

Fontes:
International Meteor Organization – IMO
American Meteor Society – AMS
Meteorshowers.org

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