Milhões de toneladas de detritos atingem a Terra por dia. Esse detritos são pequenos, e não oferecem risco ao ser humano, pois nossa atmosfera desintegra uma grande parte desses detritos. A maioria desses detritos são pequenos como como bolas de futebol, ou ainda menores como bolas de ping-pongue.

Principais Chuvas Anuais de Meteoros (valores médios)

Todos os anos acontecem as chuvas de meteoros. A maioria delas ocorre por efeito de passagens sucessivas de cometas nas proximidades da Terra. Os detritos cometários vão se alastrando por toda a extensão da órbita do cometa, bem como transversalmente a ela. O resultado disso é que quando a Terra passa por essa faixa de detritos ocorrem as chuvas de meteoros. Vale destacar que a faixa de detritos de mantém ao redor do Sol, como uma órbita do percusso pelo qual o cometa ou asteroide passou. Por isso, anualmente, a Terra passa pela região dos tais detritos.

Esquema representativo da origem de uma chuva de meteoros
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QUANDO SE OBSERVA SOMENTE O TRAÇO LUMINOSO NO CÉU diz-se meteoro. Porém, quando o fragmento chega a atingir a superfície trata-se de um meteorito. Um meteoro ou meteorito em potencial, que ainda vaga pelo espaço, recebe a denominação meteoróide.

A maioria dos meteoróides possui ferro e silício, entre outros elementos. Dependendo de sua densidade, velocidade e ângulo de penetração, um fragmento do tamanho de um punho já é o bastante para atravessar toda a atmosfera e chocar-se contra o solo.

Meteoritos são quentes?

FAZ SENTIDO PENSAR que os meteoróides são aquecidos pela fricção com o ar quando penetram na atmosfera terrestre. Faz sentido, mas está errado.
Pense do seguinte modo: as pastilhas cerâmicas de um ônibus espacial são extremamente delicadas. Elas esmigalhariam facilmente com a pressão de seus dedos. Se a fricção com o ar as aquecessem tanto, elas se desintegrariam e não poderiam proteger o ônibus espacial. Mas não é a fricção que aquece os meteoritos. Quando um gás é comprimido ele se aquece. Um meteorito se movendo a 15 km/s na atmosfera comprime o ar a sua frente. O ar se aquece e se torna incandescente. Repare que isso não é fricção. O ar não está em contato com a partícula (entenda partícula como o objeto em queda e meteoro como todo o fenômeno atmosférico).

A superfície do meteoróide derrete com o calor do gás comprimido em frente a ele, num processo chamado ablação. A alta velocidade produz calor e luz, mas essa energia dissipada diminui também sua velocidade. Quando ela fica abaixo da velocidade do som a onda de choque se acaba, o calor e a ablação também. Agora o meteorito cai mais lentamente, mas em geral ainda está na alta atmosfera.

Leva vários minutos até que ele finalmente atinja o chão, e enquanto cai a rocha esfria ainda mais. Lembre-se de que ela estava no espaço e seu núcleo ainda é bastante frio. Além disso a porção derretida já foi perdida durante o início da queda.
Tudo isso junto e o resultado é que a maioria dos meteoritos estão bem frios quando atingem o chão. Alguns já foram encontrados cobertos de gelo imediatamente após sua queda. A exceção fica por conta dos grandes meteoritos, é claro. Nesse caso o impacto com o solo dissipa grande quantidade de calor, que pode permanecer no local por horas.

Costa, J.R.V. Chuvas de meteoros. Astronomia no Zênite, out. 2003. Disponível em: http://www.zenite.nu/chuvas-de-meteoros . Acesso em: 4 mai. 2017.

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